“Não importa o que os outros digam ou façam. O que importa é como escolho reagir e o que escolho acreditar a meu respeito” (Louise Hay)
Crença é tudo aquilo que acreditamos ser verdadeiro, e que sustentamos em nosso subconsciente, envolvido, muitas vezes, de forte carga emocional. Estamos sempre a manifestar, a criar ou a assimilar crenças, que passam a nos guiar ao logo da nossa vida. As crenças expressam como percebemos e o que sentimos sobre nós mesmos, sobre os outros, sobre tudo ao nosso redor e o universo.
A Vianna Stibal, no sentimento sobre ThetaHealing® fala que ela, ao se conectar com o Sétimo Plano (com o “Criador de Tudo o Que É”), intuiu que existem basicamente quatro níveis de crenças, as quais são:
– Crenças de Nível Primário: são aquelas que assimilamos desde a infância ou ao longo da nossa vida;
– Crenças de Nível Genético: são crenças que herdamos dos nossos ancestrais, ou que são adicionados aos nossos genes nessa vida;
– Crenças de Nível Histórico: são relacionadas às experiências do inconsciente coletivo, ou a memórias de vidas passadas ou memórias genéticas profundas;
– Crenças de Nível de Alma: São crenças profundas, relacionadas a “Tudo o Que Somos”.
Uma pessoa, quando criança, pode ter ouvido e assimilado a crença “você não faz nada que preste! ”. Assim sendo, pode trazer essa crença de nível primário consigo. Outra pessoa pode ter tido um avô, por exemplo, que tenha vibrado a vida dele toda com fé na seguinte crença: “para ser alguém na vida a gente tem que trabalhar duro”. E essa pessoa pode ter herdado essa crença do seu avô e isso ter se manifestado na vida dela. Sendo assim, ela poderá atrair para si tipos de trabalhos desafiadores, nos quais a pessoa precisa se esforçar demais! O que pensamos e sentimos criam a nossa realidade!
As crenças interferem no funcionamento do nosso corpo, no PH do nosso corpo (quando liberamos as crenças limitantes, o nosso corpo fica mais alcalino), no funcionamento dos nossos órgãos, na nossa saúde. As crenças também são capazes de mudar o nosso cérebro, criando inclusive redes neurais, fazendo a informação circular. Wallace Liimaa, inspirado na sua compreensão da psiconeuroimunologia, na neurociência e na epigenética, nos ensina que:
“Quando liberamos as crenças limitantes, o nosso corpo fica com PH mais alcalino, mais saudável. As crenças limitantes também afetam os nossos sistemas imunológico, endócrino e nervoso, fragilizando-os. As crenças são estruturadas através de uma forma repetitiva de pensar que ativa no cérebro uma memória associada a uma sequência de células nervosas, os neurônios, que disparam juntas, as chamadas redes neurais, associadas àquela memória. Por outro lado, as células nervosas liberam no cérebro uma química associada a neurotransmissores que faz com que a pessoa se sinta da forma que pensa. Ao mesmo tempo, outra região do cérebro, o hipotálamo libera na corrente sanguínea pequenas proteínas chamadas de moléculas da emoção que vão se conectar aos receptores celulares de cada uma das nossas células fazendo com que o nosso corpo responda emocionalmente, de forma coerente com o que pensamos. É de tanto uma pessoa pensar e sentir de um mesmo jeito que são estruturadas memórias no cérebro e no corpo fazendo com que a pessoa passe a agir no piloto automático, respondendo sempre da mesma forma a um dado estímulo. Esse condicionamento automático quando é ativado por crenças limitantes, leva o corpo a expressar uma genética frágil, relacionada à produção de proteínas defeituosas ou debilitadas, que muitas vezes está associada a doenças crônicas que revelam um padrão recorrente que pode acontecer dentro da estrutura familiar e que pode se repetir através das gerações, comprometendo o funcionamento saudável de órgãos do nosso corpo”.
Quando refletimos sobre isso poderíamos pensar: “Poxa, como essa vida é complexa”! “Como vamos nos curar de tantas crenças, que assimilamos, vindas de todos os lados”? É possível! Estamos aqui para promover essa evolução! E é confortante saber que quando liberamos uma crença limitante, e ancoramos em nós uma nova crença empoderadora, estamos promovendo uma cura em nós, que se reflete quanticamente em nossa ancestralidade e em nossos descendentes! Isso é maravilhoso! Através do entrelaçamento quântico, a ciência está comprovando que vivemos num universo interdependente que responde a quem nós somos e o que acreditamos, e que, de fato, nós “Somos Todos Um!
Muitas vezes nós nos deparamos querendo mudar um hábito, um comportamento, uma forma de pensar e de sentir, mas nos sentimos impotentes! O que acontece? Acontece que a decisão de mudar é formada primeiramente na nossa mente consciente. Mas, a nossa mente subconsciente é a que contém as nossas memórias e comanda os nossos hábitos, crenças, autoimagem e as funções autônomas do nosso corpo (como, por exemplo, o bater do coração).
Então, muitas vezes, quando não conseguimos mudar é porque trava-se um combate interior. A decisão de mudar entra em conflito com as crenças existentes: 12% de nossa mente (que é a mente consciente) quer mudar os 88% da mente (que é a nossa mente subconsciente). Como acessar essa mente subconsciente? Como mudar?
A forma como criamos e reagimos a uma situação depende do que as nossas crenças, que estão alojadas no subconsciente, enviam para a mente consciente. Como acessar o subconsciente e reprogramar as crenças, liberando as crenças limitantes e ancorando novas crenças? Uma das formas é através das técnicas do ThetaHealing®. O “trabalho de crenças” (a técnica do Digging) do ThetaHealing® nos dá acesso ao subconsciente e aos meios de mudar as crenças. Acessamos o subconsciente quando estamos vibrando na onda cerebral theta. Esse é o estado da criação e recriação de crenças (e programas). Com o ThetaHealing® é possível fazer isso.
O trabalho de crenças do ThetaHealing® nos dá a oportunidade de mudar também crenças que adentram o plano espiritual, que vão além do subconsciente. É uma abordagem que considera as sensações que se manifestam no corpo, trabalhando também mente e espírito.
O ThetaHealing® é uma técnica terapêutica que podemos usar para ampliar o autoconhecimento e para nos cuidar, liberando, por exemplo, medos, culpas, tristezas, mágoas e sensações de baixa autoestima. Ela serve também para ancorar em nós as crenças e sensações que nos ajudarão a expressar o nosso máximo potencial, para vivermos plenos, felizes e abundantes, para expressar a nossa Essência Divina!
A técnica terapêutica do ThetaHealing® investiga as crenças raízes que estão por trás da questão/situação problema apresentado pela pessoa que está sendo atendida. A partir daí, em sintonia com a Força que Tudo Rege, e com a consciência e autorização do cliente, as crenças limitantes são identificadas e o cliente entra em sintonia com novas crenças e sensações que empoderam, para a transformação dele próprio e para o Bem Maior!
Em um atendimento com o ThetaHealing®, usando o “Digging” (método para cavar as crenças, identificando a Crença Raiz), cliente e terapeuta entram em estado meditativo, vibrando na frequência cerebral Theta (através da conexão que o terapeuta faz com a energia do Sétimo Plano, do Campo de Ponto zero – ou do Criador de Tudo o Que É). Nesse estado é estabelecido um diálogo entre terapeuta e cliente. Esse diálogo é permeado pela atitude de perceber as sensações no corpo, de se conectar com o coração. Também são feitos testes inspirados na Cinesiologia, para confirmar a existência de determinadas crenças que vem à tona no diálogo que ocorre no “Digging”.
Abaixo, de maneira bem resumida, segue um exemplo de diálogo, de maneira didática, para explicar a técnica do “Digging”. Mas esse exemplo não descreve todo o fenômeno que ocorre no atendimento com o ThetaHealing®, que requer que o terapeuta e o cliente estejam na Presença, se relacionando com a mente, o corpo e o espírito. Esse exemplo foi inspirado em um atendimento realizado por mim, com uma cliente mulher.
EXEMPLO DE “DIGGING”:
Cliente (Mulher): Estou com muitas dívidas financeiras. Gasto mais do que ganho!
Terapeuta (Jeanne): Quanto tempo você está nessa situação?
Cliente (Mulher): Já faz alguns anos.
Terapeuta (Jeanne): Como você se sente com isso?
Cliente (Mulher): Frustrada!
Terapeuta (Jeanne): Por quê? Como ocorre?
Cliente (Mulher): a sensação é que o dinheiro chega e vai embora. O dinheiro escapa. O dinheiro nunca fica comigo.
Terapeuta (Jeanne): De onde veio essa crença? (pergunta feita após proceder o teste de crenças, que comprovou que a cliente realmente tem essa crença: “o dinheiro nunca fica comigo”)
Cliente (Mulher): Minha avó falava para mim e para todos: “ Mulher pobre e negra nunca vai ter dinheiro”; “O dinheiro é para ser usado todo só com a sobrevivência, não é para juntar”
Terapeuta (Jeanne): Por que sua avó disse isso?
Cliente (Mulher): Não sei.
Terapeuta (Jeanne): E se soubesse?
Cliente (Mulher): Acho que ela viveu sempre assim: contando o pouco dinheiro que tinha.
Terapeuta (Jeanne): Por que você precisa se sentir que “não mereço ter muito dinheiro em minhas mãos”? (pergunta feita após proceder o teste de crenças com a cliente)
(Realização de mais teste de crenças, verificando a existência de novas crenças no cliente)
Cliente (Mulher): Eu não mereço ter dinheiro em minhas mãos! Se eu tiver muito dinheiro eu não vou honrar a minha avó. Eu não mereço dinheiro! Eu crio dívidas para honrar a minha avó.
No exemplo acima encontramos algumas crenças e também a Crença Raiz. Mas, cada pessoa é um mundo, ou seja, o processo de criação de uma crença é diferente para cada pessoa. Cada um tem a sua própria história, tem suas percepções, sua maneira de interpretar as situações que viveu, tem suas dores e seus méritos. Cada pessoa pode reagir de diferentes formas em relação a uma mesma situação vivida no passado (ou vivida agora…), assimilando ou não determinadas crenças. “Não importa o que os outros digam ou façam. O que importa é como escolho reagir e o que escolho acreditar a meu respeito” (Louise Hay)